sexta-feira, 11 de julho de 2014

It's cool see Netherlands
England
Germany
And France
Originally white
But in the Cup
Are miscegenated
Many colors, many races
White, black
Arab descendants
All togheter and mixed

There's no better campaign
To the big racist
Than  the goal done
By Divock Origi
Black skin, of course
And the Belgium's queen
Jumping, comemorating
From the honour tribune

And Balotelli, from Italy?
Black man born in land of the boot
Who put his foot on the ball
And for it goals makes

For what campaign?
Of racism is gained
In the football field
With players who donate
Really sweat
Don't pretend
The love for the country of origin
Or for who they became naturalized

They don't know
But give a damn
To the intolerant  people
Who just have anger
Don't support
To the human race






- EU TE AMO
- EU TAMBÉM TE AMO

- Eu te amo.
- Eu também te amo.
Não é tudo
o que procuramos?
Ou que eu estava procurando
Há algo melhor para ouvirmos?

Pois há 11 anos
Encontrei quem me diz isto
Por quem o meu sentimento
Aumenta a cada ano
E a julgar pelo escrito no início
Imagino
Que o sentimento é mútuo

Por isso digo
Aliás, juro
Não preciso de muito
Se feliz no trabalho
Pagar o que devo
Criar os filhos
E ter nosso cantinho

E, é claro
Não posso esquecê-lo
O desejo
Porque amor sem o mesmo
É, mal comparando
Comida sem tempero
Não tem sentido

O resto
Um jeito encontramos
Pra conquistarmos
Sempre juntos
Sem querer o mundo
Só nosso pedacinho
Simples nós sermos
Como estes versos








PIIII!!!!!

Piiii!
Eu quero falar palavrão
Pô, é jogo da Seleção!
Mas tem aqui a minha filha
Se eu fizer a família
Me chama a atenção
Que piiii!

Piiii!
Não posso ver jogo assim
Tá difícil pra piiii!
Não tem quem resista
A tanta emoção
Copa do Mundo é piiii, irmão!

Piiii, treinador!
Faz logo a substituição
Tira essa piiii da partida
Olha o que ele fez aí!

Lembra, somos pentacampeões
E pro time alemão
Falta só uma estrelinha
Faz na Rússia a nossa alegria
A hora é agora, piiii!
Bota a taça na nossa mão.

QUERO

Quero
Escrever como o Gerson
O Canhotinha de Ouro
Que num espaço pequeno
Resolvia o jogo

O jeito incisivo
Do Jairzinho
Matar a poesia no peito
Entrar com bola e tudo
Ter aquele fôlego

Driblar a falta de ideias
Como o Garrincha
Em campo fazia
Ser a alegria do povo
Ops! Do pessoal do Facebook...

Ter a calma, a segurança
Do Didi em 58
Pegar a caneta
E dizer pro meu pensamento
Que posso vencer o vazio
Meter uma folha seca
Na folha seca de versos

Ser da pequena área o gênio
Digo, do papel, do I-phone ou tablet
Um Romário da escrita
Ser um craque econômico
Vencer a minha Copa do Mundo
Como ele fez em 94

Não ter todo
Mas só um pouquinho do talento
Do maior de todos os tempos
Não um Rei Pelé da poesia
Não sou tão ousado
Só compor um ou outro gol bonito
Um por cento que ele fez em campo


PRA QUE CAMPANHA?

Legal ver a Holanda
A Inglaterra
A Alemanha
E a França
Originalmente brancas
Mas que na Copa
São miscigenadas
Várias cores, várias raças
Negros, brancos
Descendentes de árabes
Tudo junto e misturado

Não há melhor campanha
Pro racistão recalcado
Que o gol marcado
Por Divock Origi
Pele negra, claro
E a rainha da Bélgica
Pulando, festejando
Na tribuna de honra

E o Balotelli, da Itália?
Negro nascido na terra da bota
Que bota o pé na bola
E pelo país gols marca

Pra que campanha?
Do racismo se ganha
É em campo
Com jogadores que se doam
Suam de verdade
Sentem real amor
Pelo país de origem
Ou por quem se naturalizaram

Sem saber dão uma banana
Pra essa gente tacanha
Que só tem raiva
Não torce
Pela raça humana

sábado, 5 de julho de 2014

CADÊ O COME?

Cadê o come?
Que mata a minha fome
De futebol arte
Quem é o chef
Que me oferece
Um banquete
De dribles desconcertantes?

Quem "come" a bola?
Cadê Garrincha, Pelé, Maradona
Di Stéfano, Puskas, Pet
Didi, Ronaldinho, Rivelino, Pepe
Zico, Romário, Nilton Santos?

Quem é o garçom
que me serve
Jogadas maravilhosas?
Ovinho, bicicleta, balão
elástico, drible da vaca
Quem em campo tira onda?

Quem é o dono do restaurante
que só tem comida insossa?
Que deixa a torcida magra
Só osso e pele
Cheia de correria e força
Faminta de encanto

terça-feira, 1 de julho de 2014

QUEM DISSE QUE EU NÃO VEJO BELEZA?

Quem disse que eu não vejo beleza?
Quem disse que é feia?
Será sua própria cabeça?
Isso é coisa da concorrência
Pois saiba que eu tenho é medo
De perdê-la
Pois sei que é bela
E os outros sabem o mesmo

A cada dia o meu amor aumenta
E o meu desejo
Por isso lhe encho de dedos
Ou acha que eu só interpreto?
Se eu fosse fingir meu sentimento
E esse tesão que eu tenho
Teria atuação canhestra
Estragaria a cena

Não sou Tarcísio Meira
Mas minha atuação é verdadeira
Porque não tem texto
Vem de dentro
Com ela ganho vários prêmios
Oscar, Cannes, Berlim e Veneza
Mas ter você pra mim já chega