sábado, 21 de junho de 2014

NÃO TEM POESIA/ TEM POESIA

Não tem poesia

O seu "casa-trabalho, trabalho-casa"
Chegar em casa e fazer quase nada
Dormir tantas horas e estar cansada
Quase nunca darmos "umazinha"
Pouco irmos à piscina
Menos ainda à praia
Mas ir correndo à cachoeira com a família

Tem poesia

Sairmos um pouco de casa
Chegar em casa e mantê-la arrumada
Estar mais disposta, dar uma namorada
Termos noites mais ativas
Irmos mais à piscina
Estamos no Rio, que tal também praia?
Lembrar que eu AINDA sou da família

BOAS LEMBRANÇAS

Boas lembranças
Podem ser más lembranças
Se perdidas num ponto
Distante no tempo
Se foram um dia sonho
E hoje são só lamento
Se delas fugimos do encontro
Para evitar o tormento
Se não foram concretizadas
Pelos planos cortados ao meio
Por atrapalharem as andanças
Do atual momento
Por matarem a esperança
De um novo começo
Por impedirem o novo
Por serem vagas lembranças
Algo que no passado vivemos
Mas se nos questionam
Se deixaríamos quem conquistamos
Pra voltar estes anos todos
Viajar no tempo
E não saber se há reencontro
Não valeria a mudança
Amaríamos mais quem temos

quinta-feira, 19 de junho de 2014

PASSA

Você passa
E uma ideia me passa
O desejo que não passa

Que pasa!
Essa fome que não passa!
E não é comendo passa
Que passa

Pois quando você passa
Um calor também passa
E uma metáfora passa
Que só comendo-lhe passa...

terça-feira, 17 de junho de 2014

DONA DE CASA

Dona de casa
É a que faz tudo em casa
E quando não faz tudo em casa
Dizem:"Fez nada em casa!"

Se fosse empregada
Do lar seria a secretária
Que 44 horas trabalha
Tem carteira, é remunerada

Já ela, ganha nada
Talvez uma mesada
Pra trabalhar como escrava

E, caso separada
O ex a achincalha
Que quer tudo e não fez nada

Concordo que ela não trabalha
Ela, sim, se acaba
E pra eles vale nada
EU NÃO SOU, EU ESTOU

Eu não sou
Eu estou
Hoje eu estou deprimido
Pelo dia a dia, oprimido
Não sei ser fingido
Um dia o humor é bom
Devo estar iludido...
O outro, não
Não vou postar o que não sinto
COMER, BEBER, VIVER
PRA QUÊ?

Comer
Beber
Viver
Pra quê?
Só escrever é preciso
Viver não é preciso!

E para bem escrever
Eu tenho que bem ler

Tudo bem
ler e escrever
é preciso
E f...?

Ah, isso é MUITO preciso
Isso é imprescindível
Troco nada por isso...
O ATO DE ESCREVER

O ato de escrever prescinde da preocupação com a receptividade dos receptores da mensagem. Se fosse por isso, melhor seria eu enviar posts com frases feitas e uma bela paisagem ao fundo. Provavelmente me encheriam de curtidas e comentários. Até um cadáver todo perfurado com facas curtem! Não é isso que eu quero. Quero é postar meus textos e, principalmente, minhas poesias - vício... - e ver se encontro, no face, gente que gosta de se arriscar, sair do lugar comum. Se eu ofendo ou assusto alguém com elas, desolé, não é a minha intenção.
Muito do que eu escrevo vem da minha imaginação ou do: "Quem conta um conto, acrescenta um ponto.".
The end.
TE AMO

Te amo
Sem meias palavras
Ou linguagem rebuscada
Te amo
De forma clichê
Em Inglês:
I love you
Ou em Francês:
Je t'aime
Te amo
De qualquer jeito
Te amo
Anyway
Te amo
E demonstro em tecladas
Te amo
Em bom Português

Xenofobia e Racismo x Futebol

É engraçado ver o contraste entre o futebol e a política na Europa. Você vê seleções como Bélgica, Inglaterra e Alemanha, e o que vê de negros e descendentes de árabes... A França, então, é um caso à parte, pois a maioria dos integrantes do time faz parte dos grupos étnicos acima citados. Domingo(15-06-2014) eu só vi um típico francês, com ancestrais da época do Asterix, na seleção francesa. Tinha até um jogador com sobrenome espanhol...
Já na política (político sempre é um sujeito problemático...) a xenofobia - e o racismo como um todo - cresce a passos largos.
SEU MAIOR PATRIMÔNIO

Seu maior patrimônio
é a energia
Algo que você não vê
Mas em você habita
E está em volta também

Vale muito mais que ouro
Mas pagar não precisa
E a cura materializa
Viabiliza o sonho
Muda sua vida

Pois quando estiver no sufoco
Que é quando procuram socorro
Mentaliza, ora ou irradia
É fácil fazer
E só bem vai trazer

Tá esperando o quê?
Só tem que ter
Confiança em você
Partícula Divina
Do Todo
FORÇA

Por mais que tudo vá contra
Algo me diz
que dentro de mim
há uma FORÇA
Que quando eu digo: - Desisto!
Vem a resposta:
Não agora!
Não se entregue assim!
Tente outra, e mais outra...
Porque vai chegar a hora
que o mal se dará por vencido
ao descobrir
que a luta é inglória.
Que lhe enfrentar é derrota.
Que é sua a vitória.

sábado, 14 de junho de 2014

PELÉ KING

What is this Pelé country
That doesn't recognize him
As the idol that he is
Tha tif you wear
The Brazil's shirt, te 10
And behind it the name of him
Can take many kicks
From brazilian that prefer
Valorize who is outside
Like Messi
Who mistreats their teammates
That disappointed in 2010
And is so far from him at 26
In number of goals
Or even in World Cup, that he hasn't
And who the argentines don't believe
If we want to look like him
So we start
Doing like they do


AQUI NA ESQUINA                                                                                    02-06-2014

Aqui na esquina
da Pereira com a Ambrosina
Peluda se refestela ao Sol
Ficar parado é um saco
E eu nem trouxe papel e caneta
para escrever uma poesia

Preciso de outras rimas
Algo que sirva
para a palavra "Sol"
'Cês têm uma ideia?
Anzol?
Cachecol?
Tetrahidrocanabinol?
essa última, então,
o povo daqui queima...

E ela ali, quietinha
Na sua paz canina
Sem neuroses do dia a dia

Meia hora se passou
Acho que já vou

Peraí! E rima pra saco?
Caral...
Chega!
Acabou


NA LAJE

Na laje
vejo-a à vontade
Só o Sol veste a pele
Que imagem...

Um desejo incontrolável
deste cenário fazer parte
Deitar ao seu lado
Sentir a cútis quente
Sem marca de biquíni aparente
Ficar relaxado
e inevitavelmente excitado

Mas pra ela é feriado
E eu, não muito inteligente
Escolhi um trabalho
em que hoje eu trabalho
E daqui a pouco parto

Mas não tem um dia que eu falte
Há quinze anos, que eu me lembre
Já fui até doente!
E hoje lá tem muita gente

É, povo do face...
Não vai ser fácil
Deixá-los sem gerente
Mas inevitavelmente
Hoje eu fico "doente"
VIVO SOZINHO                                                                                           03-06-2014

Vivo sozinho
Ao seu lado, e sozinho
Mais que se fosse sozinho
Digo, literalmente sozinho
Sou metaforicamente sozinho
Tão sozinho
que só tem de rima "sozinho"
AH, MULEKE!

Ah, muleke!
E de prima se sabia
Era o Jorge Nunes que surgia
no estádio, comentando a partida
Ou na rua do Livramento, na sede
da Tupi. Sempre na latinha

Tão jovem...
Nem parecia a idade que tinha
Que o digam as pretinhas...
Comentarista do povo, figura querida
Da galera vascaína
E de todas as torcidas

E não era só alegre
De futebol entendia
O que dizia, acontecia
Fossem coisas positivas
Ou mesmo negativas

Pois hoje e sempre
Sentiremos sua ida
Mas era a hora da partida
Vai o homem, a obra permanece
E lá de cima ele ilumina
essa gente sua amiga
SEM IMAGENS BONITAS

Poesia
sem imagens bonitas
é coisa chata
Um bando de palavras
com rima
Não entusiasma
a quem lê quase nada
Não merece curtidas
Sequer uma teclada
Passa batida
É marginalizada
MARAVILHOSA!

Maravilhosa!
Você ouve e nem olha
Não dá bola
Fica com ar sério
Mas quando passa em frente à obra
'Cê adora...

Faz unha e cabelo
Veste aquela roupa nova
Um shortinho vermelho
Mal sabe que o povo inteiro
olha mais pro que rebola
Se bem que tá valendo
o conjunto da obra

A gente gosta mesmo
é quando você volta
Algo tá esquecendo
Será que é fato verdadeiro?
Ou você gosta
de passar na nossa porta?

Só que agora virou moda
o politicamente correto
Uma cantadinha agora
virou desrespeito
Ou melhor, assédio
Se bobear nos levam presos

Desse jeito
daqui pra frente lhe ignoram...

E finalizo com a aposta:
você e outras
mulheres maravilhosas
vão sentir falta do tempo
em que ouviam: "Maravilhosa!"


POESIA É TAMBÉM SER POLÊMICO

Poesia é também ser polêmico
Pisar em ovos
Quando eu digo o que penso
Mesmo que eu receba xingamentos
Às vezes tem que ser corajoso
para o enfrentamento
do politicamente correto

quinta-feira, 12 de junho de 2014

EU NÃO SOU, EU ESTOU

Eu não sou, eu estou
E hoje eu estou deprimido
Pelo dia a dia, oprimido
Não sei ser fingido
Um dia o humor é bom
Devo estar iludido...
O outro, não
Não vou postar o que não sinto
SAIAM DO ARMÁRIO!

Saiam do armário!
Não é de homossexualismo que falo
Falo de sentimentos
Da angústia no peito
Do que não se ousa ser dito
por medo do ridículo
de não ser aceito
pelos que se dizem perfeitos
E sejam sorrisos
Mas que não sejam só isso!
Sejam mais autênticos
Sejam verdadeiros
É À NOITE

É à noite
que a poesia aflora
Que, com o avançar das horas
a angústia vai embora
E de sono perco horas...
Mas curo as dores
dos cortes
que me deixaram os açoites
Do dia que findou-se

terça-feira, 10 de junho de 2014

FORÇA                                                                                                          11-06-2014

Por mais que tudo vá contra
Algo me diz
que dentro de mim
há uma FORÇA
Que quando digo:
- Desisto!
Vem a resposta:
- Não agora!
Não se entregue assim!
- Tente outra, e mais outra...
- Porque vai chegar a hora
que o mal se dará por vencido
ao descobrir
que a luta é inglória
Que enfrentá-lo é derrota.
Que é sua a vitória.

domingo, 8 de junho de 2014

Pô, poesia!                                                                                                      02-05-2014

- Pô, poesia!
- Isso são horas?
- Por que me acorda?
- O quê? Escrita?
- Não! Não quero saber disso agora.
- Pô, eu tô com a minha mina...
- E acabei de dar umazinha...
- 'Cê viu, né, safadinha?
- Vou dar uma dormida.
- 'Cê fica aí, quietinha.
- Não! Nem uma horinha...
- Lhe conheço, não sou idiota.
- Vai tudo até a aurora.
- Deixa pra amanhã. Tô fora


Esse Negócio de Poesia

Esse negócio de poesia
é uma coisa compulsiva
'Cê acredita?
Peguei a caneta na mochila
E parei agora na esquina
Devido à ideia repentina
Se eu não fizesse, fugiria
Parece encosto, me azucrina
Quero sossego. Ô vida!
Até dando umazinha...
Ah, aí eu continuo... Se liga!
Vou deixar na mão uma rainha?
Mas, voltando ao que eu dizia,
esse troço vicia
Vou a um geneticista
Perguntar se é mal de família
E se ele me curaria
Mas será que eu gostaria?


sábado, 7 de junho de 2014

Escrever É O Que Preciso                                                                               29-04-2014

Escrever é o que preciso
Dá à vida algum sentido
Por eso tengo muchas ganas
E quando o dia acaba
Pego a caneta e o papel, e na sala
Tomo a escrever, compulsivo
O silêncio toma conta. Alívio
Só interrompo se a patroa chama
Ou "dorme" nua na cama
Mas se não rola isso
Avanço a madrugada
E entre frases com sentido
E rabiscos
Pouco durmo, fico na bagaça
Escrevendo ou naquilo
Meu tempo eu dedico
Se nela amor eu deposito
E divido nada
O resto eu digito
e com todos compartilho
Isto sim, pode ser visto

Only The Sky You Wear is The Best                                                                24-04-2014

So much time you spend
In the search of new clothes
Street shops, shoppings, internet
What a stress...

So look at this sky, it's open
So beautiful day. How about a beach?
Bikini? Forget...
We'll go to Abricó(Rio de Janeiro's nude beach), there it doesn't work
And there, while sunset is next
You'll see in peaceful, nothing makes you upset
And as I see your little mark vanishes
You'll discover in a way uncontested
That only the sky you wear is the best
Minha Esposa É Única, Mas Vale Por Duas                                                     07-06-2014

Hoje ela é a enfermeira
Amanhã a médica
Noutro dia a prostituta
Ou do ônibus a passageira

Sou um "conquistador", que pensa
que cada dia tem uma
Sempre de diferentes maneiras
Às vezes até duas

Quando ela passa, calor abunda
Cada transa nossa é intensa
Minha esposa é única
mas vale por duas
Sua Pele É O Melhor Que Veste                                                                      24-04-2014

Tanto tempo que investe
Na busca por novas vestes
Lojas de rua, shoppings, internet
Quanto estresse

Então olha pro céu, azul celeste
Dia lindo, uma praia merece
Biquíni? Esquece...
Na praia de Abricó não serve

E lá, ao passo que a tarde desce
Sentirá uma paz, nada aborrece
E enquanto na sua tez imberbe
a marquinha desaparece
descobrirá de forma inconteste
que a sua pele é o melhor que veste

quinta-feira, 5 de junho de 2014

sera                                                                                                                 18-04-2014

sera
q todo mundo vai escreve desse geito
como eu fasso neça ora
cem pontuassao cem til cem assento
e com o portuges incorreto
q eh tao feio

sera
q a prossima reforma otografica
vai aboli da gramatica o testo
do modo como oje eh feito
e alem dos erro de agora
vai tudo se curto como no façe

e por fim sera
q vo jogar fora
a caneta e o caderno q tenho
ja q nos ultimo tempo
tudo fico fora de moda
q eu eh q estou obzoleto

ARGUMENTO                                                                                                                 16-04-2014
Nenhum ARGUMENTO petista ou de um de seus asseclas vai me convencer de que o projeto deles para o Brasil é bom, pelo simples fato de que o partido quer me tirar o ARGUMENTO, e me obrigar a aceitar o ARGUMENTO dele.
Mas, pelo menos na minha página do facebook, o ARGUMENTO é livre, por isso o ARGUMENTO de qualquer um, seja da direita ou da esquerda, pode postá-lo aqui.
Enquanto o ARGUMENTO é livre aqui no Brasil.
CPIzza                                                                                                            11-06-2014

Todo mundo deve
Todo mundo teme
E quando isto acontece
Não há o que temer
PT, PSB, PSDB
Todos têm CPI pra fazer
Ninguém vai querer

Relaxem, Dilma e PT
Briga não vai ter
CPIzza é o que todos querem
Este prato rePARTIDO vai ser
Tem até pedaço pro Temer
Essa delícia vocês vão comer

Mãããêêê, Vou Escrever Um Livro!

- Mãããêêêê, vou escrever um livro!
- Calma, tô aqui! Livro de que, menino?
- De poesia. Quando eu completar cem.
- Cê tá se sentindo bem?
- Ué, por quê?
- Porque você escreve no face tudo isso.
- Sim, tudo bem. Mas... Que que tem?
- Lembra do "amigo" que chamou sua poesia de lixo?
- E foi o único que comentou aquilo...
- Pois é, filho...
- No face é esse o nível.
- Li que dá dinheiro mesmo é fazer joguinho.
- Com poesia não se compra nem um quilo de acém.
- Mas mãe, escrever dá à minha vida sentido...
- Filho, o Brasil é um país que não lê.
- E aí você vai viver sem...
... sem roupa, sem comida e sem abrigo.
- E compor música, mãe? Eu sou bom nisso!
- É Sertanejo Universitário, Psirico?
- Não! Eu faço melhor que isso.
- Mas é o que te enche de notas de cem...
e não deixa seus bolsos vazios.
- É mãe, fazer o quê?
- Que tal, filho, pôr os pés no chão, estudar Português - Inglês?
- Vai fazer essa faculdade, ter um futuro digno.
- Você tá certa. Sonhar não faz sentido.
- Só acontece, filho, se estiver no seu destino
- Ah, mãe! O que eu seria sem você?
- Um rapaz responsável, inteligente e bonito!
- Sabia que eu amo você?
- Ai, me beija não! Não quero chorar tão cedinho.
- E olha! São quase cinco!
- Pega a marmita e embrulha bem.
- Sabe como é no aperto do trem...
- Tchau, mãe, fica bem!
- Deus te proteja e te dê juízo, Amém!
Não corra atrás do sucesso de forma desesperada, vá no seu passo normal, deixe ele se cansar de fugir de você e o alcance mais à frente.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Super Haroldinho

É um pássaro?
Um avião?
Um triciclo?
Não, é o Super Haroldinho!
Que faz seu programa aos domingos
Quando dá 9:00 no seu redondinho
1280 am ou 96,5 fm no radinho
Ou digita Tupi.am/ Tupi.fm, fio!
E prepara o seu ouvido
Eles falam o que tem ser dito
Liga logo, menino!
Quero ouvir tudinho...
Em Nota                                                                                                         29-03-2014

Sem água em casa, que bosta!
Eu pago a conta e me fazem de idiota
Ligo pra empresa (im)prestadora
A atendente finge que se importa
Diz:" Vamos enviar uma equipe em 24 horas."
Mais um dia assim na rua onde a gente mora
Por fim o protocolo:"Por favor, anota."
Três dias se passam, minha energia se esgota
Nada de água até agora...
O vizinho diz: "Ora que melhora."
Melhor ligar pra rádio agora
Estou na espera que ela resolva
É triste, mas só atendem dessa forma
O comunicador cobra ao vivo uma resposta
E ela vem em nota
Uma desculpa que a assessoria deles bola
Porque hoje virou moda
Não falam com as pessoas
É pela internet que rola
Nos enrolam
uns manés de diploma
Que estudaram pra dizer pouca coisa
Tanto tempo de faculdade e escola
Pra transcrever o que a empresa conta
Pra que consciência se a grana é ótima?
O povinho que se exploda
É sempre esse samba de uma só nota
A solução? Em outubro não vota
Pra ser tratado de melhor forma
Mostrá-los que não são dignos de nota
E não ter mais que ler esta poesia monocórdia

Me Incomoda                                                                                                  29-03-2014

Me incomoda
Que a Coreia do Norte seu povo mata, tortura, esfola
Que a Rússia e a China, na ONU, a favor deles vota
Que aquele paiseco até sequestra gente de fora
Que todo mundo o condena e o Brasil nem dá bola
Que querem pôr no meu país o regime daquela droga
Que tem gente aqui que até as FARC adora
Que o Comunismo está voltando à moda
Que por isto um brasileiros querem os militares de volta
Que parece que aqui o que é ruim volta
Que a gente acaba repetindo a história
Que com comunas ou milicos a Democracia vai embora
Que fico tão puto que findo a poesia agora
A inteligência da pessoa é inversamente proporcional ao volume do som que ela ouve.

                                                                  ou

                               SOM ALTO = INTELIGÊNCIA PEQUENA
No Brasil o POLITICAMENTE CORRETO é mais importante que o PORTUGUÊS CORRETO.
Um Dia Sem Fúria
Estava contando à mulher a ideia de um conto que teve
Falava entusiasmadamente para ela que, deitada na cama, não lhe dava lá muita atenção. Desvia-a para a filha e a sobrinha, que jantavam. Ela gritou:
- Eduarda, come a comida!
Ele olhou para ela, que continuou "solenemente" para ele, continuando a bronca na filha para não ouvi-lo.
Pelo menos aquela era a impressão que ele tinha, pois sempre que tratava de assuntos menos fúteis isso acontecia.
Saiu irritado do quarto, mas antes parou na porta e disse para a esposa:
- Seria melhor você dizer que eu falo demais, além desses assuntos não serem lá muito interessantes para você! Seria pelo menos mais educado da sua parte.
Ela - como a própria dizia - calada estava, calada ficou.
Ele foi para o computador para escrever e gravar as ideias que estava tendo, pois se deixasse para depois era bem provável que esquecesse.
Influenciado que fora pela "discussão" com a mulher, teve um bloqueio de ideias. Tudo o que pensou antes do "monólogo" lhe escapara.
Em um determinado momento chegou a se sentir um Barton Fink.
Mas a perturbação dele era devido à raiva, e não a um bloqueio emocional por medo de escrever ou inadequação ao lugar onde estava.
E, além de tudo, ali não era um cenário de um filme dos Irmãos Coen.
Achou melhor ir dormir, pois daquele jeito nada sairia.
Antes entrou rapidamente no face e, inebriado pelo sono, se perdeu lendo - e fechando os olhos - num post que dizia: "Amanhã será um dia como nunca você viveu antes!". 
E foi deitar-se, "morto" de sono.
Acordou pela manhã, se levantou e foi ler o jornal. A manchete era sobre a absolvição dos mensaleiros pelo crime de formação de quadrilha, assunto que ele já vira na televisão no dia anterior.
Estranhamente, não se interessou pelo assunto.
Logo ele, que na véspera tinha se indignado com tudo.
Mas ele não estava nem aí, e foi direto para os quadrinhos e em seguida para a coluna social.
Só amenidades...
Achou aquilo tudo estranho. Logo ele, que achava aquelas partes do jornal tão fúteis.
Mas se sentia calmo, e isso era o que interessava.
Ligou o rádio para ouvi-lo, enquanto preparava o café.
Quem falava era o Ricardo Boechat, conhecido pela sua contundência.
E o apresentador falava exatamente sobre aquela vergonhosa absolvição.
E ele, que adorava ouvir o Boechat e suas críticas aos podres poderes, não aturou-o sequer 5 minutos e trocou de emissora no rádio.
- Tá mais pra Boechato - disse.
Boechato?
Algo de estranho lhe acontecia...
Pôs em uma daquelas rádios de sala de espera de consultório, a qual as pessoas ouvem enquanto leem "Caras" e coisas do tipo. Elas sempre tocam as mesmas músicas. Tudo bem que não rola nelas um Charles Aznavour, Edith Piaf ou Pepino di Capri, já que as canções são sempre brasileiras ou americanas, mas o que toca é muito bom.
E naquele momento se ouvia "Is This Love", do Bob Marley, que ele adorava e estava estudando a letra para aprender Inglês.
Pois, at that moment, ele a achou um saco e mudou de estação de novo.
Pôs em uma daquelas rádios em que o locutor "Grita o tempo todo, achando que os seus ouvintes são surdos.", como ele costumava dizer.
Ou que tenha feito locução de anúncio do Guanabara...
Tocava uma daquelas músicas baianas de Carnaval, a qual ele gostou de imediato.
E ficou lá ouvindo, batendo o pé para acompanhar o ritmo.
Foi ao quarto dar um bom dia à esposa e beijá-la.
E nem um carinho mais audacioso, uma palavra mais sacana, como ele sempre fazia.
A esposa estranhou, mas não disse nada.
Acabou por assistir um trechinho do programa da Ana Maria "Chata", como ele a chamava.
Era alguma virose, não era possível!
Mas ele estava se sentindo muito bem.
Saiu de casa e nem reclamou da sujeira em que se encontrava o corredor  do prédio, que havia sido lavado há três dias e já se encontrava daquele jeito, devido a um vizinho louco - louco mesmo, com laudo psiquiátrico e tudo -, contumaz em fazer aquilo.
O cara louco, mas não rasgava cenzinho...
Nada o abalava naquele dia.
E saiu feliz em direção ao trabalho.
Pegou o metrô, que estava como sempre lotado.
No vagão o calor era insuportável, pois o ar condicionado era fraco demais.
E, para agravar a situação, o carro parava a toda hora, com o locutor pedindo para os passageiros aguardarem a "liberação do tráfego à frente".
A viagem demorada e aquele calor insuportável fez até alguns passageiros passarem mal.
E ele ali, todo suado.
Mas nenhuma palavra contra o governador, cuja esposa, advogada, representava os interesses daquela empresa concessionária do Metrô.
- Como o secretário de transportes falou, vão chegar novos vagões. - Disse.
Antes de chegar ao trabalho, parou e postou no face uma daquelas mensagens edificantes, lindinhas, com uma bela paisagem ao fundo.
Os "amigos" perguntaram se era ele mesmo.
- Claro! - respondeu. - E tenham um belo dia, de paz e realizações.
- Que cidade cidade linda a nossa, sem problemas! - exclamou, na rua.
Inebriado que estava pela "beleza" da cidade, nem viu o amontoado de lixo que estava sobre a calçada e tropeçou nele.
Era a greve dos garis, que já durava três dias.
- A prefeitura faz o melhor. - pensou.
Chegando ao trabalho foi logo ao banheiro, e nem cobrou - educadamente, porém firme - do rapaz da limpeza a reposição do refil do sabonete, que ele sempre demorava para fazer, deixando os funcionários sem poder fazer a higiene completa.
Pois ele era o único que cobrava do faxineiro, e sempre obtinha resultado.
Mas naquele atípico dia nada mudava o seu humor.
Chegando à área de trabalho, encontrou os colegas indignados, pois não tinham recebido a premiação por bater a meta de produtividade relativa ao ano anterior, que era para ter vindo no contracheque daquele mês.
Sabedores do seu espírito de liderança, pediram-no para encabeçar aquela reivindicação ao chefe.
Afinal, ele sabia falar como poucos com o cara.
- A empresa deve ter suas razões. - disse, recusando-se a fazê-lo.
- Razão? Serve a viagem amanhã do chefe à Europa, de férias? - perguntou um dos indignados - e confuso com aquela estranha recusa -.
- Não, gente, eu não quero saber disso, não. - disse, para mais estranhamento dos colegas de trabalho.
E todos foram embora resignados, sem saber muito o que fazer.
Ele foi para o batente.
Mais tarde almoçou no restaurante careiro e ruim, que ele nunca havia ido antes e,como de costume, foi tomar açaí após a refeição.
Pois o açaí tinha passado de R$ 5,00 para R$ 9,00!
Ah, não! Aí já era demais, essa ele não deixaria passar!
Pois deixou, sim, e pagou os "surreais" R$ 9,00 daquele açaí padrão FIFA...
Na volta para casa o sufoco de sempre no Metrô, e nem uma palavra de reprovação do serviço, ou mesmo um sentimento de descontentamento.
Quase foi atropelado ao atravessar o sinal, que estava vermelho para os carros, mas nem uma reclamação.
Chegando em casa reparou no portão com defeito.
Era o louco - o que não rasgava cenzinho - que havia, numa de suas crises, batido o portão várias vezes e com tanta força que o havia quebrado.
Coisa que o idiota nunca fizera na porta da própria casa.
Até a vizinha que defendia aquele mentecapto, dizendo que aquilo tudo que ele costumava fazer era normal, daquela vez reclamou daquilo tudo, tão indignada que queria até chamar a polícia.
E ele nada falou em relação àquilo que o maluco fizera.
Não falou nem quando o dito cujo passou por ele encarando-o, com ar marrento de quem não aguentava sequer uma porrada.
Apenas entrou em casa.
Conversou apenas futilidades com a esposa, como era do agrado dela.
Mas até ela estranhou aquele jeito, e puxou assunto sobre algo com mais conteúdo.
Ele não queria saber daquilo, queria era falar sobre a música do tal do "Funk Ostentação", que ele havia ouvido de um bar, em som altíssimo.
- Enlouqueceu - pensou a esposa.
Foi tomar banho e nem reclamou com a filha de oito anos das roupas espalhadas no chão do banheiro, que ela sempre deixava.
Ligou o computador e compartilhou no facebook a imagem de uma mulher gorda, de biquíni, que viera com o texto:" Adoro transar com flamenguista".
Ele achava aquilo um absurdo, desrespeito com alguém que, provavelmente, não pedira para estar exposta daquele jeito, mas daquela vez preferiu comentar:KKKKKKK!
Foi deitar-se sem ao menos escrever uma das suas poesias, muitas vezes com críticas políticas.
Nem tentou nada com a esposa, que dormia nua.
Acordou na manhã seguinte e ligou o rádio, que estava na tal estação onde "Os locutores falam alto, como se os ouvintes fossem surdos.".
Trocou imediatamente de estação, sintonizando o Ricardo Boechat.
Ouviu e comentou alguma coisa que o radialista falava.
Foi tomar banho, mas antes reclamou com a filha da roupa que ainda estava no chão.
Em seguida arrumou-se e, antes de sair, beijou a filha e foi ao quarto despedir-se e bolinar a esposa, que estava em casa àquela hora por estar de férias no trabalho.
Não perdeu a chance de falar mal do programa da "Ana Maria Chata".
Chegando à frente do prédio notou que a porta de alumínio que protegia o hidrômetro fora roubada.
Alguém havia entrado no prédio, ou fora alguém do prédio, já que o portão estava com defeito e os vagabundos não iriam se contentar em roubar apenas aquele objeto barato.
Reclamou, em alto e bom som, que à noite resolveria aquilo e o problema causado no portão.
Definitivamente, ele estava "de volta".
E foi embora para o trabalho.
Fim.