SuperVia Crúcis 22-01-2014
O trem descarrilou e o Rio parou
E a SuperVia Crúcis como sempre tratou
Os seus usuários
Como se fossem gado
Povo feliz assim, marcado
Como na canção do Zé Ramalho
E cadê você, governador?
Pra Paris viajou?
E um dos seus asseclas deixou
Pra emitir um comunicado
Falar que eles serão multados
Que vai tudo ser solucionado
Fazer de novo o pessoal de otário
E no trem todo mundo se comportou
Até reclamou, esperneou
Mas saiu ordeiro, resignado
Como o bicho acima citado
Se continuar desse jeito calado
De desculpas noutro caso
Terão um berrante sendo tocado
quinta-feira, 29 de maio de 2014
Eu Era Um Poço de Preconceitos 21-01-2014
Eu era um poço de preconceitos
No dia a dia, entre os amigos
Destilava meu desprezo
Contra judeus, negros e nordestinos
Mas a Lei Caó veio
E agora não tem jeito
Se falo mal deles até sou preso
Então procuro outro meio
Pois não dá mais com o racismo
E como sou desocupado mesmo
Ou não sei usar o pouco tempo que tenho
Vou à cata de novos inimigos
Só assim satisfaço os meus sentidos
E nesses grupos tenho um prato cheio:
portugueses:
burros, mesmo aqui tendo ficado ricos.
Louras:
com cabelo verdadeiro ou tingido, curto ou comprido, o que conta é na cabeça o vazio. E nas piadinhas as ridicularizo, tanto faz se são burras ou mais cultas que este face reunido.
Anões:
estes, coitados, quase não vejo! São tão pequenos... E são ótimos, engraçadinhos, nos programas de auditório são os mascotezinhos. Queria ver é de um o enterro, e não se foram dignos quando vivos.
Obesos:
estes, então, são perfeitos! Me irritam a todo momento, pois não são lindos quanto os artistas e os modelos. E como não posso xingá-los na rua ou no coletivo, já que tenho medo, p(b)osto aqui como os acho feios.
E assim vou vivendo, encontrando neles defeitos
Tem outros tipos, mas agora não me lembro
E compartilho isto com quem fecha comigo
E enquanto não sou pego
Na internet esse povo eu humilho
Eu era um poço de preconceitos
No dia a dia, entre os amigos
Destilava meu desprezo
Contra judeus, negros e nordestinos
Mas a Lei Caó veio
E agora não tem jeito
Se falo mal deles até sou preso
Então procuro outro meio
Pois não dá mais com o racismo
E como sou desocupado mesmo
Ou não sei usar o pouco tempo que tenho
Vou à cata de novos inimigos
Só assim satisfaço os meus sentidos
E nesses grupos tenho um prato cheio:
portugueses:
burros, mesmo aqui tendo ficado ricos.
Louras:
com cabelo verdadeiro ou tingido, curto ou comprido, o que conta é na cabeça o vazio. E nas piadinhas as ridicularizo, tanto faz se são burras ou mais cultas que este face reunido.
Anões:
estes, coitados, quase não vejo! São tão pequenos... E são ótimos, engraçadinhos, nos programas de auditório são os mascotezinhos. Queria ver é de um o enterro, e não se foram dignos quando vivos.
Obesos:
estes, então, são perfeitos! Me irritam a todo momento, pois não são lindos quanto os artistas e os modelos. E como não posso xingá-los na rua ou no coletivo, já que tenho medo, p(b)osto aqui como os acho feios.
E assim vou vivendo, encontrando neles defeitos
Tem outros tipos, mas agora não me lembro
E compartilho isto com quem fecha comigo
E enquanto não sou pego
Na internet esse povo eu humilho
Sou Black Bloc 16-01-2014
Sou Black Bloc
Quero que tudo vá à merda
Um Brasil melhor não me interessa
O povo se reúne e a sua revolta manifesta
A gente vem depois e tudo depreda
Quando a polícia chega a gente corre
E os caras fingem que com a gente não podem
Porque eles pegam mesmo é quem protesta
São bons pra pôr no chão, pisar na testa
Dar tapa na cara, spray de pimenta
Forjar flagrante com bomba caseira
Já nós, não, somos colegas
Estamos do lado de quem governa
Que quando vê que o ibope despenca
Liga pra quem lidera tudo, os cabeças
Que nos mandam às ruas pra tacar pedras
E quebrar as lojas desses burgueses esnobes
Porque nisso nós, os buchas, somos os melhores
E, é claro, contamos com a imprensa
Que finge não saber os reais propósitos
Que são manter tudo na mesma
Calar em todo o mundo o grito de "Chega!"
Desses otários que acham que mudar podem
Porém são ingênuos, não enxergam
Que tem gente que não deixa
Que do Chuí ao Oiapoque
A nação continue com poucos ricos
E muitos pobres
Sou Black Bloc
Quero que tudo vá à merda
Um Brasil melhor não me interessa
O povo se reúne e a sua revolta manifesta
A gente vem depois e tudo depreda
Quando a polícia chega a gente corre
E os caras fingem que com a gente não podem
Porque eles pegam mesmo é quem protesta
São bons pra pôr no chão, pisar na testa
Dar tapa na cara, spray de pimenta
Forjar flagrante com bomba caseira
Já nós, não, somos colegas
Estamos do lado de quem governa
Que quando vê que o ibope despenca
Liga pra quem lidera tudo, os cabeças
Que nos mandam às ruas pra tacar pedras
E quebrar as lojas desses burgueses esnobes
Porque nisso nós, os buchas, somos os melhores
E, é claro, contamos com a imprensa
Que finge não saber os reais propósitos
Que são manter tudo na mesma
Calar em todo o mundo o grito de "Chega!"
Desses otários que acham que mudar podem
Porém são ingênuos, não enxergam
Que tem gente que não deixa
Que do Chuí ao Oiapoque
A nação continue com poucos ricos
E muitos pobres
2014 Tem Mais 15-01-2014
2014 tem mais
O povo nas ruas, reivindicando
"Vem, vem... vem pra rua vem!" o pessoal cantando
Muita, mas muita polícia, a todos cercando
Uma segurança que não se vê no dia a dia atuando
Os mancomunados Black Blocs se infiltrando
E, é claro, tudo depredando
Só os que protestam pacificamente apanhando
E, acorvadados, pra casa voltando
A imprensa a verdade não mostrando
A Dilma e seus asseclas nas pesquisas ganhando
O Brasil, mais uma vez, esses políticos aturando
2014 tem mais
O povo nas ruas, reivindicando
"Vem, vem... vem pra rua vem!" o pessoal cantando
Muita, mas muita polícia, a todos cercando
Uma segurança que não se vê no dia a dia atuando
Os mancomunados Black Blocs se infiltrando
E, é claro, tudo depredando
Só os que protestam pacificamente apanhando
E, acorvadados, pra casa voltando
A imprensa a verdade não mostrando
A Dilma e seus asseclas nas pesquisas ganhando
O Brasil, mais uma vez, esses políticos aturando
domingo, 25 de maio de 2014
Maria Eduarda da Silva Calina 30-12-2005
Como eu poderia?
Não posso deixar de citar
Não lembrar alguém tão importante na minha vida
Que há exatos oito anos nascia
Em 2005, dezembro, dia 30
Seria uma heresia
Nunca deixaria essa data passar
Sei que ela muito merecia
Porque além de uma poesia
De material pouco posso dar
A ela que me leva em seu DNA
Que me meio a estas letrinhas
Da sua estrutura molecular:
A - adenina, C - citosina, G - guanina e T - tinina
Características positivas e negativas
Do seu pai haverá
Pois humano perfeito não há
E sem mais me alongar
Senão isto não termina
Desejo a você, Maria Eduarda da Silva Calina
Que este dia seja só pra festejar
E o que vier à frente 'cê possa encarar
Que o meu lado bom em você possa ajudar
E que a sua história seja longa e bem escrita
Como eu poderia?
Não posso deixar de citar
Não lembrar alguém tão importante na minha vida
Que há exatos oito anos nascia
Em 2005, dezembro, dia 30
Seria uma heresia
Nunca deixaria essa data passar
Sei que ela muito merecia
Porque além de uma poesia
De material pouco posso dar
A ela que me leva em seu DNA
Que me meio a estas letrinhas
Da sua estrutura molecular:
A - adenina, C - citosina, G - guanina e T - tinina
Características positivas e negativas
Do seu pai haverá
Pois humano perfeito não há
E sem mais me alongar
Senão isto não termina
Desejo a você, Maria Eduarda da Silva Calina
Que este dia seja só pra festejar
E o que vier à frente 'cê possa encarar
Que o meu lado bom em você possa ajudar
E que a sua história seja longa e bem escrita
Um Dia Sem Fúria
Estava contando à mulher a ideia de um conto que teve.
Falava entusiasticamente para ela que, deitava na cama, não lhe dava a menor atenção. Desvia-a para a filha e a sobrinha, que jantavam. Ela gritou:
"Eduarda, come a comida! Senão eu desligo a televisão."
Olhou para ela, que continuou "solenemente" para ele, mantendo a bronca na filha para não ouvi-lo.
Pela menos aquela era a impressão que ele tinha, pois sempre que tratava de assuntos menos fúteis aquilo acontecia.
Saiu irritado do quarto, mas antes parou na porta e falou para a esposa:
- Seria melhor você dizer que eu falo demais, além desses assuntos não serem lá muito interessantes pra você. Seria mais educado da sua parte!
Ela, como a própria dizia, "calada estava, calada ficou."
Mais irritado ainda, foi para o computador, para passar para ele as ideias que estava tendo.
Sabia que as histórias - assim como as poesias e composições - tinham que ser desenvolvidas na hora em que "brotavam", sob pena dele não se lembrar de nada depois.
Mesmo que isso lhe custasse horas de sono.
Sentado ali, à frente da máquina, começou a digitar.
Influenciado que fora pela "discussão" com a mulher, teve um bloqueio de ideias. Tudo o que ele pensara antes havia lhe escapado.
Num momento de megalomania, se sentiu o Barton Fink, personagem do filme - de mesmo nome - dos Irmãos Coen.
Achou melhor ir dormir, pois forçando nada sairia.
Acordou na manhã seguinte, se levantou da cama e foi dar uma olhada no jornal. A manchete era sobre a absolvição pelo crime de formação de quadrilha dos mensaleiros, assunto que ele já havia ouvido na rádio no dia anterior.
Estranhamente, não se interessou pelo assunto.
Logo ele, que na véspera havia se indignado com tudo.
Mas ele não estava nem aí, e foi direto para os quadrinhos e, em seguida, para a coluna social.
Fugia dos assuntos sérios, só queria saber de amenidades.
Achou aquilo tudo muito estranho. Logo ele, que achava aquelas partes do jornal desinteressantes.
Mas se sentia calmo, e isso era o que interessava.
Ligou o rádio, para ouvi-lo enquanto preparava o café.
Quem falava era o Ricardo Boechat, jornalista conhecido pela sua contundência e por falar o que lhe "dava na telha" - daí o excesso de processos que o cara sofria por sujeitos que em qualquer lugar decente do mundo estariam trancafiados para sempre na cadeia -. Ele considerava o radialista um cara na contra-mão de uma imprensa "pau mandada".
E o Boechat estava falando - melhor, criticando - exatamente sobre aquela vergonhosa absolvição, que estava na manchete dos principais jornais.
E ele, que adorava ouvir o radialista e as suas críticas mordazes aos "podres poderes", não aturou aquilo nem 5 minutos e trocou de estação de rádio.
- Tá mais pra Boechato. - Disse consigo mesmo.
Boechato? Foi o que ele disse?
Definitivamente, algo estranho acontecia com ele.
Pôs em uma daquelas rádios de "sala de espera de consultório", que sempre tocam as mesmas músicas, mas que ele gostava por ajudarem-no a treinar o seu ainda claudicante Inglês.
A musica que tocava ali era "Is This Love", do Bob Marley, que ele adorava.
Mas mesmo assim ele achou um saco e trocou de novo de estação.
Sintonizou em uma daquelas rádios em que o locutor "gritava o tempo todo, como se os ouvintes fossem surdos".
Tocava uma daquelas músicas de carnaval "pula-pula", baianas, na moda naquele período pré momesco.
E, por incrível que pareça, ele gostou da mesma, a ponto de bater o pé no chão.
Foi ao quarto dar um beijo na esposa, que estava de folga no trabalho, e dar até logo.
- É a Ana Maria Braga? - Ele perguntou a ela.
- Ana Maria Braga? - ela pensou, achando estranho ele não falar "Chata" no lugar de "Braga".
Ele parou e assistiu a um pouquinho do programa.
Era alguma virose, não era possível...
Mas ele estava se sentindo muito bem.
Saiu de casa e nem reclamou - em altos brados, como de costume - da sujeira em que se encontrava o corredor e a frente do prédio, que havia sido lavado há três dias e tinha ficado assim devido a um vizinho louco - louco mesmo, até com laudo médico -, mas que não rasgava dinheiro, tampouco não tinha noção das besteiras que fazia, e era superprotegido pela mãe. O deixava o prédio daquele jeito andando descalço, cuspindo no chão e soltando o cão, que mijava no meio do corredor, entre outras besteiras.
Nada daquilo o abalou, e saiu feliz em direção ao trabalho.
Pegou o metrô, que como sempre estava lotado.
No vagão o calor era insuportável, pois o ar condicionado, se tinha, estava muito fraco.
E para variar a composição parava a toda hora, com o condutor explicando que era devido ao tráfego mais à frente.
A viagem demorada e o calor insuportável fizeram alguns passageiros passarem mal.
E ele ali, todo suado.
Mas nenhuma palavra contra o governador, cuja esposa era advogada da empresa que tinha a concessão do metrô do Rio de Janeiro.
- Como eles responderam à TV Globo em nota, vão chegar logo novos vagões.- Disse ele para uma senhora em pé, que reclamava de toda aquela relação promíscua.
Antes de chegar ao trabalho encontrou tempo para postar no face uma daquelas mensagens edificantes, lindinhas, com uma bela paisagem ao fundo.
Os mais chegados no face perguntaram se era ele mesmo, ou a filhinha de 8 anos que errou de conta.
- Claro! É o mesmo de sempre. - Respondeu. - E tenham um belo dia, de paz e realizações.
Por estar digitando no celular, não viu o monte de lixo que estava sobre a calçada, escorregou e quase caiu.
Era a greve dos garis, que já durava três dias.
- A prefeitura do Rio faz o melhor - Pensou.
Chegando ao trabalho foi logo ao banheiro e nem reclamou com o rapaz da limpeza, que só repunha o refil do sabonete líquido quando a chefia estava na área.
Os colegas de empresa estavam reunidos, indignados por não terem recebido a premiação por produtividade, que era um 14º salário por terem batido a meta estabelecida pela empresa no ano anterior.
A empresa alegava que eles não tinham batido aquela meta, mas gente de lá de dentro informara-os do contrário.
Sabedores do espírito de liderança dele, o chamaram para falar com o chefe.
Ele declinou e disse: - A empresa deve ter suas razões.
- É, tipo a viagem que o patrão fez à Europa, né? - ironizou um colega de trabalho.
- Quero me meter nisso não, gente. - Ele finalizou.
O pessoal achou-o tão estranho que nem contra-argumentou. Aliás, foi tão esquisita a reação deles que todos se retiraram, resignados.
Almoçou e, como de costume, foi tomar açaí.
Já estava com os R$ 5,00 na mão, quando notou que o preço do mesmo havia mudado para surreais R$ 9,00!
Era a inflação da Copa do Mundo, diziam por aí.
Mesmo assim não pestanejou e pagou os "módicos" 9,00.
Na volta o mesmo sufoco da ida no metrô, e nem uma palavra de descontentamento.
Pelo contrário, ele defendia a empresa, sempre que reclamavam do serviço.
Perigo de pegar um passageiro mais exaltado, e descontar nele a raiva toda.
Chegando em casa ele reparou no portão com defeito.
Era o louco marrento, que quebrou o portão em uma de suas crises.
Até a vizinha que nada dizia do cara que dava prejuízo no prédio - cuja mãe pagava uma taxa de condomínio a cada 3 meses - reclamou, explicando o que o dito cujo fizera ali.
E ele, nada.
E foi o mesmo que ele fez quando o destruidor do prédio passou por ele e o encarou, louco para levar porrada de novo.
Apenas entrou em casa, de forma pacata.
Conversou futilidades com a esposa, como era do agrado dela.
E ela estranhou que ele continuasse do mesmo jeito de manhã, e até puxou assunto de assuntos mais relevantes, com conteúdo.
E ele nem aí, curtindo o funk ostentação da novela.
Aquilo a deixava realmente preocupada: - Será que ele enlouqueceu? - Se perguntou.
Ele tomou banho, não "procurou" a mulher - como era de costume - e, antes de dormir, compartilhou no face uma imagem de uma mulher obesa, de biquíni na praia, com o seguinte texto: "Adoro transar com flamenguista".
Mas antes fez o comentário:"kkkkkkkkkkkk..."
Deitou-se cedo, sem nem escrever no face uma de suas poesias, a maioria críticas em relação à política.
Acordou na manhã seguinte e ligou o rádio, que ele deixara na rádio "pula-pula".
- Que merda de rádio é esta? - Indagou.
Mudou para a Band News, onde falava o Boechat naquele momento.
Ouviu tudo enquanto tomava o café da manhã, não deixando de comentar sozinho alguma coisa.
Tomou banho, arrumou-se e, já saindo, notou que a televisão do quarto estava ligada, sem ninguém.
É que a sua mulher, que já tinha saído, a esquecera assim.
E naquele momento passava o programa da Ana Maria Braga.
- É a Ana Maria "Chata"... - Resmungou.
Desligou-a e saiu para o trabalho.
Chegando à frente do prédio notou que a porta de alumínio que protegia o hidrômetro faltava.
Disse alguns palavrões em alto e bom som, pegou a escada, subiu até a câmera e retirou a prova com as gravações do que ocorrera ali - e que ele já até sabia quem tinha feito - na frente do prédio para levar à polícia.
Definitivamente ele estava de volta.
Fim.
Estava contando à mulher a ideia de um conto que teve.
Falava entusiasticamente para ela que, deitava na cama, não lhe dava a menor atenção. Desvia-a para a filha e a sobrinha, que jantavam. Ela gritou:
"Eduarda, come a comida! Senão eu desligo a televisão."
Olhou para ela, que continuou "solenemente" para ele, mantendo a bronca na filha para não ouvi-lo.
Pela menos aquela era a impressão que ele tinha, pois sempre que tratava de assuntos menos fúteis aquilo acontecia.
Saiu irritado do quarto, mas antes parou na porta e falou para a esposa:
- Seria melhor você dizer que eu falo demais, além desses assuntos não serem lá muito interessantes pra você. Seria mais educado da sua parte!
Ela, como a própria dizia, "calada estava, calada ficou."
Mais irritado ainda, foi para o computador, para passar para ele as ideias que estava tendo.
Sabia que as histórias - assim como as poesias e composições - tinham que ser desenvolvidas na hora em que "brotavam", sob pena dele não se lembrar de nada depois.
Mesmo que isso lhe custasse horas de sono.
Sentado ali, à frente da máquina, começou a digitar.
Influenciado que fora pela "discussão" com a mulher, teve um bloqueio de ideias. Tudo o que ele pensara antes havia lhe escapado.
Num momento de megalomania, se sentiu o Barton Fink, personagem do filme - de mesmo nome - dos Irmãos Coen.
Achou melhor ir dormir, pois forçando nada sairia.
Acordou na manhã seguinte, se levantou da cama e foi dar uma olhada no jornal. A manchete era sobre a absolvição pelo crime de formação de quadrilha dos mensaleiros, assunto que ele já havia ouvido na rádio no dia anterior.
Estranhamente, não se interessou pelo assunto.
Logo ele, que na véspera havia se indignado com tudo.
Mas ele não estava nem aí, e foi direto para os quadrinhos e, em seguida, para a coluna social.
Fugia dos assuntos sérios, só queria saber de amenidades.
Achou aquilo tudo muito estranho. Logo ele, que achava aquelas partes do jornal desinteressantes.
Mas se sentia calmo, e isso era o que interessava.
Ligou o rádio, para ouvi-lo enquanto preparava o café.
Quem falava era o Ricardo Boechat, jornalista conhecido pela sua contundência e por falar o que lhe "dava na telha" - daí o excesso de processos que o cara sofria por sujeitos que em qualquer lugar decente do mundo estariam trancafiados para sempre na cadeia -. Ele considerava o radialista um cara na contra-mão de uma imprensa "pau mandada".
E o Boechat estava falando - melhor, criticando - exatamente sobre aquela vergonhosa absolvição, que estava na manchete dos principais jornais.
E ele, que adorava ouvir o radialista e as suas críticas mordazes aos "podres poderes", não aturou aquilo nem 5 minutos e trocou de estação de rádio.
- Tá mais pra Boechato. - Disse consigo mesmo.
Boechato? Foi o que ele disse?
Definitivamente, algo estranho acontecia com ele.
Pôs em uma daquelas rádios de "sala de espera de consultório", que sempre tocam as mesmas músicas, mas que ele gostava por ajudarem-no a treinar o seu ainda claudicante Inglês.
A musica que tocava ali era "Is This Love", do Bob Marley, que ele adorava.
Mas mesmo assim ele achou um saco e trocou de novo de estação.
Sintonizou em uma daquelas rádios em que o locutor "gritava o tempo todo, como se os ouvintes fossem surdos".
Tocava uma daquelas músicas de carnaval "pula-pula", baianas, na moda naquele período pré momesco.
E, por incrível que pareça, ele gostou da mesma, a ponto de bater o pé no chão.
Foi ao quarto dar um beijo na esposa, que estava de folga no trabalho, e dar até logo.
- É a Ana Maria Braga? - Ele perguntou a ela.
- Ana Maria Braga? - ela pensou, achando estranho ele não falar "Chata" no lugar de "Braga".
Ele parou e assistiu a um pouquinho do programa.
Era alguma virose, não era possível...
Mas ele estava se sentindo muito bem.
Saiu de casa e nem reclamou - em altos brados, como de costume - da sujeira em que se encontrava o corredor e a frente do prédio, que havia sido lavado há três dias e tinha ficado assim devido a um vizinho louco - louco mesmo, até com laudo médico -, mas que não rasgava dinheiro, tampouco não tinha noção das besteiras que fazia, e era superprotegido pela mãe. O deixava o prédio daquele jeito andando descalço, cuspindo no chão e soltando o cão, que mijava no meio do corredor, entre outras besteiras.
Nada daquilo o abalou, e saiu feliz em direção ao trabalho.
Pegou o metrô, que como sempre estava lotado.
No vagão o calor era insuportável, pois o ar condicionado, se tinha, estava muito fraco.
E para variar a composição parava a toda hora, com o condutor explicando que era devido ao tráfego mais à frente.
A viagem demorada e o calor insuportável fizeram alguns passageiros passarem mal.
E ele ali, todo suado.
Mas nenhuma palavra contra o governador, cuja esposa era advogada da empresa que tinha a concessão do metrô do Rio de Janeiro.
- Como eles responderam à TV Globo em nota, vão chegar logo novos vagões.- Disse ele para uma senhora em pé, que reclamava de toda aquela relação promíscua.
Antes de chegar ao trabalho encontrou tempo para postar no face uma daquelas mensagens edificantes, lindinhas, com uma bela paisagem ao fundo.
Os mais chegados no face perguntaram se era ele mesmo, ou a filhinha de 8 anos que errou de conta.
- Claro! É o mesmo de sempre. - Respondeu. - E tenham um belo dia, de paz e realizações.
Por estar digitando no celular, não viu o monte de lixo que estava sobre a calçada, escorregou e quase caiu.
Era a greve dos garis, que já durava três dias.
- A prefeitura do Rio faz o melhor - Pensou.
Chegando ao trabalho foi logo ao banheiro e nem reclamou com o rapaz da limpeza, que só repunha o refil do sabonete líquido quando a chefia estava na área.
Os colegas de empresa estavam reunidos, indignados por não terem recebido a premiação por produtividade, que era um 14º salário por terem batido a meta estabelecida pela empresa no ano anterior.
A empresa alegava que eles não tinham batido aquela meta, mas gente de lá de dentro informara-os do contrário.
Sabedores do espírito de liderança dele, o chamaram para falar com o chefe.
Ele declinou e disse: - A empresa deve ter suas razões.
- É, tipo a viagem que o patrão fez à Europa, né? - ironizou um colega de trabalho.
- Quero me meter nisso não, gente. - Ele finalizou.
O pessoal achou-o tão estranho que nem contra-argumentou. Aliás, foi tão esquisita a reação deles que todos se retiraram, resignados.
Almoçou e, como de costume, foi tomar açaí.
Já estava com os R$ 5,00 na mão, quando notou que o preço do mesmo havia mudado para surreais R$ 9,00!
Era a inflação da Copa do Mundo, diziam por aí.
Mesmo assim não pestanejou e pagou os "módicos" 9,00.
Na volta o mesmo sufoco da ida no metrô, e nem uma palavra de descontentamento.
Pelo contrário, ele defendia a empresa, sempre que reclamavam do serviço.
Perigo de pegar um passageiro mais exaltado, e descontar nele a raiva toda.
Chegando em casa ele reparou no portão com defeito.
Era o louco marrento, que quebrou o portão em uma de suas crises.
Até a vizinha que nada dizia do cara que dava prejuízo no prédio - cuja mãe pagava uma taxa de condomínio a cada 3 meses - reclamou, explicando o que o dito cujo fizera ali.
E ele, nada.
E foi o mesmo que ele fez quando o destruidor do prédio passou por ele e o encarou, louco para levar porrada de novo.
Apenas entrou em casa, de forma pacata.
Conversou futilidades com a esposa, como era do agrado dela.
E ela estranhou que ele continuasse do mesmo jeito de manhã, e até puxou assunto de assuntos mais relevantes, com conteúdo.
E ele nem aí, curtindo o funk ostentação da novela.
Aquilo a deixava realmente preocupada: - Será que ele enlouqueceu? - Se perguntou.
Ele tomou banho, não "procurou" a mulher - como era de costume - e, antes de dormir, compartilhou no face uma imagem de uma mulher obesa, de biquíni na praia, com o seguinte texto: "Adoro transar com flamenguista".
Mas antes fez o comentário:"kkkkkkkkkkkk..."
Deitou-se cedo, sem nem escrever no face uma de suas poesias, a maioria críticas em relação à política.
Acordou na manhã seguinte e ligou o rádio, que ele deixara na rádio "pula-pula".
- Que merda de rádio é esta? - Indagou.
Mudou para a Band News, onde falava o Boechat naquele momento.
Ouviu tudo enquanto tomava o café da manhã, não deixando de comentar sozinho alguma coisa.
Tomou banho, arrumou-se e, já saindo, notou que a televisão do quarto estava ligada, sem ninguém.
É que a sua mulher, que já tinha saído, a esquecera assim.
E naquele momento passava o programa da Ana Maria Braga.
- É a Ana Maria "Chata"... - Resmungou.
Desligou-a e saiu para o trabalho.
Chegando à frente do prédio notou que a porta de alumínio que protegia o hidrômetro faltava.
Disse alguns palavrões em alto e bom som, pegou a escada, subiu até a câmera e retirou a prova com as gravações do que ocorrera ali - e que ele já até sabia quem tinha feito - na frente do prédio para levar à polícia.
Definitivamente ele estava de volta.
Fim.
sábado, 24 de maio de 2014
Em Meio Aos Pilotis 16-12-2013
Preciso escrever
Enquanto ando por todos os lados, a refletir
Ideias vão, ideias vêm
Vou à banca comprar suco de açaí
E me admiro de até jornal vender ali
Pego um "Puc Urgente" pra me distrair
Meu cérebro quer exercício, preciso ler
Mas a poesia brota, tem que ser assim
Penso em fazer mais da vida que sobreviver
Escrevo em cima da letra do Gil
Me pergunto: "Será que ele ia se ofender...
se aparecesse e visse o que fiz?"
Rasurei o periódico no trecho que você lê:
"Há de surgir uma estrela no céu cada vez que 'ocê sorrir"
A imaginação continua a agir
E se as palavras vêm, nada posso perder
Anoto tudo, deixo o pensamento fluir
Imagino que bom seria do que eu amo viver
Enquanto vejo a hora na PUC diminuir
Em meio aos pilotis
O saudoso Waldir Amaral diria assim:
"O relóóóóóógio maaaarca!"
Quase três
Preciso bater o cartão. Parti
Preciso escrever
Enquanto ando por todos os lados, a refletir
Ideias vão, ideias vêm
Vou à banca comprar suco de açaí
E me admiro de até jornal vender ali
Pego um "Puc Urgente" pra me distrair
Meu cérebro quer exercício, preciso ler
Mas a poesia brota, tem que ser assim
Penso em fazer mais da vida que sobreviver
Escrevo em cima da letra do Gil
Me pergunto: "Será que ele ia se ofender...
se aparecesse e visse o que fiz?"
Rasurei o periódico no trecho que você lê:
"Há de surgir uma estrela no céu cada vez que 'ocê sorrir"
A imaginação continua a agir
E se as palavras vêm, nada posso perder
Anoto tudo, deixo o pensamento fluir
Imagino que bom seria do que eu amo viver
Enquanto vejo a hora na PUC diminuir
Em meio aos pilotis
O saudoso Waldir Amaral diria assim:
"O relóóóóóógio maaaarca!"
Quase três
Preciso bater o cartão. Parti
Amo Você Demais(a tal poesia que eu achei perdida) 15-12-2013
Amo você demais
A ponto de sair da cama às três da matina
Só pra escrever esta poesia
Pra lhe mostrar do que o meu amor é capaz
Lhe agradecer pela nossa linda filha
Maria Eduarda da Silva Calina
Orgulho dos pais
Amo você demais
E de forma compulsiva
Irritantemente repetida
Escrevo a frase que tudo inicia
E agradeço à vida
Por ela ter-lhe me apresentado um dia
Há pouco mais de dez anos atrás
Foi quando eu conheci uma menina
Que preencheu-me de alegria
E me faz citar de forma contumaz
De um jeito que até cansa a vista:
amo você demais
Amo você demais
A ponto de sair da cama às três da matina
Só pra escrever esta poesia
Pra lhe mostrar do que o meu amor é capaz
Lhe agradecer pela nossa linda filha
Maria Eduarda da Silva Calina
Orgulho dos pais
Amo você demais
E de forma compulsiva
Irritantemente repetida
Escrevo a frase que tudo inicia
E agradeço à vida
Por ela ter-lhe me apresentado um dia
Há pouco mais de dez anos atrás
Foi quando eu conheci uma menina
Que preencheu-me de alegria
E me faz citar de forma contumaz
De um jeito que até cansa a vista:
amo você demais
Perdi A Poesia 13-12-2013
Perdi a poesia
Que fiz para a minha amada Cristina
Uma provável desculpa pelo meu jeito ranzinza
Um negócio que a azucrina
Pois apesar de tudo o que se realiza
Só veem nossa imagem negativa
Por que nada pras qualidades positivas?
Daqui a pouco isto perde a melodia
E vira mau humor com rima
Criei algo sobre o amor à minha família
Porque tem também a minha filha
Maria Eduarda da Silva Calina
Ela e a mãe dão sentido à minha vida
Fazem com que ela não seja vazia
Se eu não achei o que escrito eu havia
Há muito encontrei a alegria
Perdi a poesia
Que fiz para a minha amada Cristina
Uma provável desculpa pelo meu jeito ranzinza
Um negócio que a azucrina
Pois apesar de tudo o que se realiza
Só veem nossa imagem negativa
Por que nada pras qualidades positivas?
Daqui a pouco isto perde a melodia
E vira mau humor com rima
Criei algo sobre o amor à minha família
Porque tem também a minha filha
Maria Eduarda da Silva Calina
Ela e a mãe dão sentido à minha vida
Fazem com que ela não seja vazia
Se eu não achei o que escrito eu havia
Há muito encontrei a alegria
A Poesia do Dia Foi Morta... 04-12-2013
A poesia do dia foi morta...
...pelas poucas horas de sono
...pelo café engolido
...pela roupa que eu não encontro
...pelo pão dormido
...pelo ônibus que não para no ponto
...por estar em outro, espremido
...por bater atrasado o ponto
...pelo dia de trabalho ser corrido
...por um cliente grosso
...pelo dia de trabalho cansativo
...por chegar em casa às 22:00, em ponto
...pelo meu filho já estar dormindo
...pela minha esposa, que também faz isso
...pelo dia que já é findo
...por saber que amanhã será tudo de novo
A poesia do dia foi morta...
...pelas poucas horas de sono
...pelo café engolido
...pela roupa que eu não encontro
...pelo pão dormido
...pelo ônibus que não para no ponto
...por estar em outro, espremido
...por bater atrasado o ponto
...pelo dia de trabalho ser corrido
...por um cliente grosso
...pelo dia de trabalho cansativo
...por chegar em casa às 22:00, em ponto
...pelo meu filho já estar dormindo
...pela minha esposa, que também faz isso
...pelo dia que já é findo
...por saber que amanhã será tudo de novo
Quando Eu Me Encher 04-12-2013
Eu quis lhe amar
Procurei você ao amanhecer
Mas tinha obrigações, não podia tempo me dar
Mesmo cansado, lhe procurei ao anoitecer
Mas você precisava descansar
Você sempre tem o que fazer
Parece que está em outro lugar
Como se tudo tivesse que resolver
Quero ver se vai saber arrumar
Quando eu me encher
E achar quem o meu coração bagunçar
Eu quis lhe amar
Procurei você ao amanhecer
Mas tinha obrigações, não podia tempo me dar
Mesmo cansado, lhe procurei ao anoitecer
Mas você precisava descansar
Você sempre tem o que fazer
Parece que está em outro lugar
Como se tudo tivesse que resolver
Quero ver se vai saber arrumar
Quando eu me encher
E achar quem o meu coração bagunçar
Ninguém Faz Canção pra 10 anos de Casado 26-11-2013
Ninguém faz canção pra 10 anos de casado
Acham que o amor pra ser musicado
Só vale se for no início
Ou se for fracassado
Ninguém vê o belo no amor amadurecido
10, 20, 30... 50 é tempo demasiado
Casamento é submarino
Logo vai ser afundado
Deveriam entender o significado
Do sorriso no dia findo
O que aos olhos dos outros parece ordinário
Onde há sentimento é extraordinário
Parem portanto com esse conceito batido
Pois se não querem viver amarrados
Que deixem em paz quem ama e é amado
Não sabem que o tempo é finito
Mas o amor é infinito
Com quem a gente quer estar sempre ao lado
Ninguém faz canção pra 10 anos de casado
Acham que o amor pra ser musicado
Só vale se for no início
Ou se for fracassado
Ninguém vê o belo no amor amadurecido
10, 20, 30... 50 é tempo demasiado
Casamento é submarino
Logo vai ser afundado
Deveriam entender o significado
Do sorriso no dia findo
O que aos olhos dos outros parece ordinário
Onde há sentimento é extraordinário
Parem portanto com esse conceito batido
Pois se não querem viver amarrados
Que deixem em paz quem ama e é amado
Não sabem que o tempo é finito
Mas o amor é infinito
Com quem a gente quer estar sempre ao lado
Madrugada Adentro, Quase Dia 24-11-2013
Quando escrevo uma poesia
Fico a admirá-la de maneira compulsiva
Horas de sono ela me tira
Mesmo cansado mantenho a vigília
Minha busca por erros obsessiva
Madrugada adentro, quase dia
Já você, minha preta, preta, pretinha
Só vejo beleza nestas vestes pequeníssimas
Biquininho, quase nua à beira da piscina
Ciúmes não tenho, pois sei que é minha
E por mim será consumida
Madrugada adentro, quase dia
Quando escrevo uma poesia
Fico a admirá-la de maneira compulsiva
Horas de sono ela me tira
Mesmo cansado mantenho a vigília
Minha busca por erros obsessiva
Madrugada adentro, quase dia
Já você, minha preta, preta, pretinha
Só vejo beleza nestas vestes pequeníssimas
Biquininho, quase nua à beira da piscina
Ciúmes não tenho, pois sei que é minha
E por mim será consumida
Madrugada adentro, quase dia
Só Viu o Meu Lado Errado 06-11-2013
Só viu o meu lado errado
Meu jeito sisudo
Meu mau humor
Não lembrou que me é a única no mundo
Não pensou que pra mim você é tudo
Não leu as poesias que lhe tenho dedicado
Só quis saber que eu sou mal humorado
Não perguntou se aquilo era dor
Não tentou me curar com um simples afago
Entendeu tudo ao contrário
Só viu o meu lado errado
Meu jeito sisudo
Meu mau humor
Não lembrou que me é a única no mundo
Não pensou que pra mim você é tudo
Não leu as poesias que lhe tenho dedicado
Só quis saber que eu sou mal humorado
Não perguntou se aquilo era dor
Não tentou me curar com um simples afago
Entendeu tudo ao contrário
Poesia Clichê 07-10-2014
Queria viver a vida assim
De forma idílica
Sem tantos problemas no dia a dia
De um jeito quase, mas não tão chato
Que um comercial de margarina
Que fosse só amor na nossa vida
Sem discussões, besteirinhas
Tantas brigas
Dívidas que como uma lua ao meio-dia
Eclipsam o sol que aquece a nossa lascívia
Que esqueçamos tanta picuinha
Pega a canga, a chave do carro e a tv desliga
E não se esquece daquela roupa, a mais bonita
Seu fio dental que é quase uma linha
Que reforça a sua marquinha
Quero ver você preta, preta, pretinha ...
Vamos logo curtir a vida!
Praia de manhã, hotel à noitinha
Viver de forma simples e divertida
Dizer, nesta poesia clichê, um foda-se pra rotina
Queria viver a vida assim
De forma idílica
Sem tantos problemas no dia a dia
De um jeito quase, mas não tão chato
Que um comercial de margarina
Que fosse só amor na nossa vida
Sem discussões, besteirinhas
Tantas brigas
Dívidas que como uma lua ao meio-dia
Eclipsam o sol que aquece a nossa lascívia
Que esqueçamos tanta picuinha
Pega a canga, a chave do carro e a tv desliga
E não se esquece daquela roupa, a mais bonita
Seu fio dental que é quase uma linha
Que reforça a sua marquinha
Quero ver você preta, preta, pretinha ...
Vamos logo curtir a vida!
Praia de manhã, hotel à noitinha
Viver de forma simples e divertida
Dizer, nesta poesia clichê, um foda-se pra rotina
Assinar:
Postagens (Atom)
