Arrumava as coisas do pai naquele quartinho de um prédio na Tijuca, Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Um quartinho simples do apartamento pequeno em que ele morava sozinho, o espaço do prédio reservado a porteiros. Não havia muita coisa ali, senão uns vinte livros, um computador de 5 ou 6 anos, poucas roupas, todas simples, alguns objetos de uso pessoal, material de limpeza... Enfim, coisas básicas, que não podem faltar em uma casa.
Naquele espaço contíguo revelava-se uma personalidade simples, que dava especial valor à leitura; o que ela achava estranho era não encontrar nada que ele tivesse escrito ali até que, retirando o colchão da cama, encontrou o caderno de duzentas folhas.
Pois é, ali estava parte do que ela procurava: o caderno onde o pai escrevia e não a deixava ver quando ela o visitava. Ali estavam as poesias, as músicas e os contos, os quais ele com tanto zelo guardava.
- Mas o meu pai escreveu tanta coisa, não caberia tudo num só caderno. Cadê o resto? - pensou.
Como Maria estava cansada, sentou-se na cadeira simples que um vizinho jogara fora e o seu pai pegou para ele. Aliás, quase tudo na casa eram objetos descartados pelos moradores do prédio. Sentada ali ela foi folheando o caderno, lendo algumas poesias, músicas e contos que ele havia escrito.
Naquele espaço contíguo revelava-se uma personalidade simples, que dava especial valor à leitura; o que ela achava estranho era não encontrar nada que ele tivesse escrito ali até que, retirando o colchão da cama, encontrou o caderno de duzentas folhas.
Pois é, ali estava parte do que ela procurava: o caderno onde o pai escrevia e não a deixava ver quando ela o visitava. Ali estavam as poesias, as músicas e os contos, os quais ele com tanto zelo guardava.
- Mas o meu pai escreveu tanta coisa, não caberia tudo num só caderno. Cadê o resto? - pensou.
Como Maria estava cansada, sentou-se na cadeira simples que um vizinho jogara fora e o seu pai pegou para ele. Aliás, quase tudo na casa eram objetos descartados pelos moradores do prédio. Sentada ali ela foi folheando o caderno, lendo algumas poesias, músicas e contos que ele havia escrito.

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